PARADIGMA DA LIDERANÇA POSSÍVEL OU DESEJÁVEL
A tecnologia nestes últimos dez anos evoluiu, mais que os dois milhões de anos que o homem tenha registrado, e o que parece é que, estamos apenas no começo das possibilidades prováveis.
Mas, apesar de toda essa evolução tecnológica, a humanidade insiste em permanecer crescendo numa velocidade bem abaixo de suas possibilidades, gerando assim, conflitos terríveis entre o que é possível e o que é desejável.
Essa situação pode ser percebida claramente no ambiente empresarial, pois, querendo ou não, são as empresas e as instituições que mais sofrem os efeitos imediatos dessa evolução tecnológica, sendo obrigadas fazer mudanças de processos no intuito de melhorar a produção, diminuir custos e se tornarem mais competitivas no mercado.
Buscando alcançar esses objetivos, os líderes empresariais e institucionais contratam profissionais cada vez mais qualificados tecnicamente para dar suporte e sustentabilidade às empresas, junto à desenfreada competição.
Só que os resultados alcançados ainda continuam aquém do desejado, e a grande pergunta é: POR QUE?
A resposta parece ser bem simples.
Não adianta contratar profissionais apenas por competência técnica, tentando garantir a sobrevivência da empresa, pois, o importante para a empresa não é sobreviver, e sim crescer.
Para crescer é preciso muito mais do que conhecimentos técnicos.
São necessários atributos básicos, dentro das características dos profissionais, para o sucesso da liderança e, conseqüentemente da empresa e instituição.
A percepção e reação de cada indivíduo que é contratado e principalmente a percepção e reação do contratante, são fatores ainda não valorizados pela maioria das empresas, mas, são fundamentais suas compreensões, para que se faça uma composição mais coerente e adequada à diversidade de funções de uma empresa ou instituição.
Fazendo uma analogia com o corpo humano, percebe-se que ele não é composto só de coração ou cérebro.
Ele precisa de outros órgãos, com características diferentes, tão importantes quanto o coração e o cérebro para sobreviver.
A empresa também precisa de outras pessoas com estruturas de percepção e reação diferentes à do líder, que são também importantes na construção do corpo da empresa e fundamental para sua sobrevivência e crescimento.
Se a liderança perceber essa analogia poderá entender qual a diferença entre a concentração de um único esforço para a distribuição dos esforços. Entenderá que seu principal papel é liderar a diferença, por mais que essa situação seja conflitante para do padrão atual de liderança.
Mas, na realidade, o que acontece nas empresas é o líder contratar profissional com a mesma estrutura dele, por um motivo óbvio, a empatia é muito maior.
Ou contrata profissional com estrutura menos agressiva por achar que este não vai abalar sua estabilidade enquanto líder, garantindo assim, seu domínio sobre o grupo.
Com isso, a liderança acaba perdendo competências e colocando sobre sua responsabilidade todas as tomadas de decisões, gerando possibilidades de não acertar, colocando a culpa nos outros, ou utilizando uma técnica "mais moderna" que é terceirização, que pode ser traduzida como a terceirização da incompetência gerencial.
Sendo assim, o desejável pode ser considerado uma ponte para se alcançar o possível e até mesmo o impossível, pois, o ser humano é dotado de possibilidades múltiplas e surpreendentes.
Por isso, é fundamental aprimorar o auto conhecimento para perceber a diversidade humana e suas possibilidades, adquirindo mais firmeza e eficácia em suas ações e relações gerenciais.
Av. Raja Gabaglia, 1000 - Sala 713 - 30380 090 - Luxemburgo - Belo Horizonte - MG -
Tel (31) 3293-2570 -
contato@prospeto.com.br